sábado, 9 de junho de 2007

a meus pais, eternos namorados


Tantan e Dona Doida são um casal. Meio diferentes e no modos deles, eles se entendem e se completam. Ele é bravo e ela é bem-humorada. Ela irrita de tanta inquietação e ele é um aposentado, vive na cadeira ou na cama dormindo. Mesmo assim, eles vivem juntos e se dão bem.

Olhando os dois, meus gatos, eu sempre lembro de meus pais. Eram um casal a moda antiga. Viveram juntos e morreram, mais ou menos, juntos. Meu pai dependia da minha mãe e ela dele.

Lembro sempre de meu pai trazer para minha mãe, no dia dos namorados, um presente. Nunca ele esqueceu o dia, nem que fosse para uma flor só. Era o carinho que contava, não o presente. Era a lembrança dos eternos namorados.

Se aprendi alguma coisa com eles, e sei que aprendi, foi nunca deixar de me divertir, de namorar, de ser feliz. Eles morreram cedo, mas sei que não passaram a vida em branco.

Aos meus pais, sempre uma lembrança e uma saudade.

Beijos


terça-feira, 5 de junho de 2007

Na alegria e na tristeza


Há pouco tempo um grande amigo veio me visitar. Já tem lugar cativo aqui em casa, que chamamos carinhosamente de " Puxadinho". Ele é meu padrinho de casamento, meu grande amigo, meu companheiro de trabalho.

Tantan e Dona Doida também estão recebendo visitas. Essa gatinha que está ao lado, é a gata de um amigo meu. Mora em Ubatuba, gosta de ir à feira e de colcocar vestidos.E´ uma verdadeira dona de casa . Como o meu amigo mesmo diz uma Viscondessa. Ela é lindinha e muito querida. E é a mais nova amiga de infância de meus gatos.

Amigos, para falar a verdade, tenho muito pouco. Acho que dá para contar nos dedos das mãos. Mas esses são muito queridos, um quase " na alegria e na tristeza, na saúde e na doença". Posso contar com eles e eles comigo na hora que mais precisamos. Sei também que não nos falamos e não nos vemos como a gente queria, mas o importante é que a nossa ligação é muito forte e independe de hora, lugar .

Aos meus poucos e queridos amigos sejam sempre bem-vindos e se sintam sempre muito amados, como a Mamucha, a mais nova amiguinha dos meus gatos.



segunda-feira, 28 de maio de 2007

Benção divina


Tem coisas na vida da gente que caem em nosso colo e, que depois de algum tempo, percebemos que é uma "benção divina".


Eu adoro meu gato, Tantan, mas tenho de admitir, que ele é meio intratável. Várias pessoas me aconselharam a pegar um outro gato, para ver se melhorava o gênio dele. Relutei muito a essa idéia, mais um gato significava mais trabalho, maiscuidados...enfim.


Um dia indo ao pet shop, perto aqui de casa, vi uma gatinha lindinha, branquinha, quietinha junto com seus irmãozinhos, para doação. Foi uma paixão imediata. Levei para casa, mas deixei claro para a dona do pet shop, que se o Tantan entrasse muito em conflito com ela, eu a levaria de volta.


Depois de dois dias em casa percebi que a " mão divina" tinha feito um trabalho de primeira. Aquela coisinha branca, de quieta não tinha nada. Soube muito bem se impor e tratou logo de achar seu lugar em minha casa, por isso resolvemos chamá-la de Dona Doida.


Ela é esperta, bem-humorada, brincalhona, destemida e carinhosa, muito carinhosa. Tantan e Dona Doida se completam, onde vai um vai o outro, se protegem e brigam também, mas meu medo de ele machucar a ela nunca se concretizou. Acho que ele tem noção de seu tamanho.


Toda essa história só comprova uma coisa. As vezes o acaso te escolhe e não adianta lutar com isso.


Se for amor à primeira vista é melhor curtir, porque ele fica melhor com o tempo. E, como diz Caetano " toda forma de amor vale a pena".

Bem-vindo o amor.

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Momentos especiais

Todos nós nos pegamos em algum momento com ciúmes de alguém ou de alguma coisa. Os gatos tem o mesmo comportamento. Reparo nisso convivendo com os meus dois gatos.


O meu gato mais velho, o Tantan, tem ciúme da minha gatinha, a Dona Doida. Em algumas situações, ele pede a minha presença, sem a interferência dela, como se dissesse, esse é o "nosso momento". Se, por um acaso, ela tenta participar, ele fica bravo, triste e vai embora.


Sempre é difícil dividir momentos especiais com terceiros. Parece que esse instante se evapora e nunca mais volta. Por isso respeite o outro e conserve os momentos especiais. Posso estar humanizando demais meus gatos, como diz meu marido, mas respeito, até os gatos gostam.

domingo, 20 de maio de 2007

Hábitos e manias


Somos pessoas feitas de hábitos e manias. Os gatos também.

Eles tem os deles e conhecem os nossos.

Todo dia quando chego em casa, depois do trabalho, tenho de tomar um cuidado muito grande para não abrir a porta e bater em meus dois gatos.

Já na entrada, começa o festival de miados e gemidos para ver qual dos dois recebe mais atenção minha, mais agrados.

Isso é uma rotina em nossas vidas e quando não acontece sinto falta e sei que alguma coisa está errada.

Hábitos e manias

Traiçoeiros e desconfiados



Todo mundo diz que gatos são traiçoeiros e desconfiados. Mentira.

Eles tem um jeito especial de ver o mundo, não são de muitas firulas e nem de puxa saquismo. Ficam na deles, esperando e observando o tempo todo. Como qualquer criatura, só se aproximam depois que tomam confiança, mas sempre desconfiando.

Eles não gostam de você imediatamente, nem vc deles.


Confiança é uma questão de atitude, a gente vai, aos poucos, conquistando. E, isso vira uma mão dupla. Eles sabem que você é confiável e você sabe que eles também.


Eu tenho dois gatos, um velho de oito anos, um perfeito gato mimado, mau-humorado, ciumento e enorme, mas não faler mal, que fico enfurecida. Depois de alguns anos, por indicação, adotei uma gatinha, esperta, brincalhona, bem-humorada. No começo, o Tantan, ficou desconfiado, mas ela , conhecida como Dona Doida, conquistou o coração do Tantan. Não que eles não briguem, bringam sim, mas nunca ele a machucou, apesar de seu tamanho ser o dobro do dela e nem ela a ele.


Mas um dia de brincadeira dos dois, ele deu um salto e ela o interceptou no meio. Ele se machucou e ficou muito bravo, desde então, ele nunca mais esqueceu a brincadeira de mau-gosto que ela fez. Isso para ele foi uma quebra na confiança dele.


Tudo isso, so para dizer que confiança de adquire com o tempo e quando se quebra fica difícil de se reconquistar.




domingo, 6 de maio de 2007

Minha vida com 2 gatos


Viver com dois gatos não é fácil.