segunda-feira, 23 de junho de 2008


Dia feio, cinzento e chuvoso...faz frio. É melhor ficar em casa,debaixo das cobertas e esperar o tempo melhorar...

Não gosto do frio, gosto do sol, do céu azul, e do calor.

terça-feira, 17 de junho de 2008

devagar, devagar



Devagar o mundo vai entrando nos eixos e deixando para trás toda a dor, a tortura....devagar, vou subindo a ladeira em busca de uma pessoa que já existiu.....devagar, vou tomando as rédeas da vida que deixei de lado.....devagar, devagar....tudo com muita calma, para não acordar o mundo, que dorme a sono solto ao lado.

domingo, 5 de agosto de 2007

História de uma gata


Quando o mundo está confuso , quando tudo já se perdeu .... procure algum lugar para se enconder até tudo passar.

Ela faz isso muito bem, se enconde e lambe suas feridas. Se recolhe até a tempestade passar.

Será que é o melhor jeito, não sei... mas parece que para ela funciona.

Volta, depois alegre e faceira, como se nada tivesse acontecido.

terça-feira, 31 de julho de 2007

Saudade não tem idade


É bom sair de São Paulo, é bom voltar para São Paulo. Quando você saí de São Paulo parece que todos os seus problemas ficam aqui. Mas, quando você volta e tem alguém a sua espera é maravilhoso.

Alguém que olha para você e agradece por você ter voltado, que quer ficar perto de você, sentir seu cheiro e escutar as suas histórias, suas novidades. Ou que simplesmente se contente em ficar ao seu lado porque sentiu saudades suas.

Cheguei de fim de semana muito legal e Tantan e Dona Doida estavam a minha espera. Miaram, se enroscaram em minha perna, pediram e deram muito carinho, me cheiraram toda e, por fim, na hora de dormir vieram dormir pertinho para matar a saudade de um longo fim de semana distante.
Era como se dissessem, você fez muita falta.

É bom estar de volta e saber que para alguém você fez falta.


quinta-feira, 19 de julho de 2007

dia e noite


Um dia ruim, um dia está bom. Um dia feliz e outro na mais profunda depressão.

"O dia passa, a noite vem,
guardo comigo a memória do
teu vulto em vão".

A sombra esconde a nossa memória. E a escuridão da noite também.
Mas o silêncio ....esse é um arquivo vivo.





segunda-feira, 16 de julho de 2007

Uma declaração de amor.



Encuimado...ele sempre foi. Bravo também...Faz parte dele. ser peludo, lindo, preguiçoso e muito, mais muito intolerante.

Mesmo quando pequeno...ele era assim...
bravo, mau-humorado.

Depois uns tempos para cá, piorou.

A moda, na última semana, foi uma intolerância
absurda em relação à ela,
...ela não pode chegar perto dele...E ela é tão carinhosa.

E comigo, só quer ficar em meu colo, mia para mim...parece dizer tenha pena de mim, olhe como estou abandonado.

Deve passar dentro daquele cérebro diminuto, que eu o abandonei, que o troquei pela minha fantasminha, que ele, como ficou grande e gordo, não merece mais a mim atenção.

Está se sentindo rejeitado, como se fosse uma camiseta velha...Ela serve ainda, já está adapatada ao seu corpo, mas....que pena, não dá para sair mais com ela.

Ele já foi muito vigoroso...agora está mais para almofada.

Mas não fique triste, eu te quero muito ainda, mesmo que você não seja o mesmo.

quinta-feira, 12 de julho de 2007

De tempos em tempos



Não me pergunte, mas já faz algum tempo que Tantan e Dona Doida estão se estranhando.
Quando ela quer, ele não quer e vice-versa. Não sei o que acontece.

As vezes tenho a impressão que eles até que tentam se entender, porém se alguém faz alguma coisa, é o bastante para cada um ir para seu lado.

E assim passa os dias, quero acreditar que o tempo frio também não ajuda e a diferença de idade entre eles, em algumas horas, faz diferença.

Quero acreditar que isso vai passar, que eles vão superar as diferenças e que, um dia, voltem a se dar bem.

Até isso não acontecer, cada um fica no seu canto, até que tudo passe, as mágoas acabem e tudo fique esquecido.

Isso já deu música do Chico Buarque e Vinicius de Moraes, " Valsinha", para quem não conhece:

Um dia ele chegou tão diferente do seu jeito de sempre chegar
Olhou-a dum jeito muito mais quente do que sempre costumava olhar
E não maldisse a vida tanto quanto era seu jeito de sempre falar
E nem deixou-a só num canto, pra seu grande espanto convidou-a pra rodar

Então ela se fez bonita como há muito tempo não queria ousar
Com seu vestido decotado cheirando a guardado de tanto esperar
Depois os dois deram-se os braços como há muito tempo não se usava dar
E cheios de ternura e graça foram para a praça e começaram a se abraçar

E ali dançaram tanta dança que a vizinhança toda despertou
E foi tanta felicidade que toda a cidade enfim se iluminou
E foram tantos beijos loucos
Tantos gritos roucos como não se ouvia mais
Que o mundo compreendeu
E o dia amanheceu
Em paz