quinta-feira, 12 de julho de 2007

De tempos em tempos



Não me pergunte, mas já faz algum tempo que Tantan e Dona Doida estão se estranhando.
Quando ela quer, ele não quer e vice-versa. Não sei o que acontece.

As vezes tenho a impressão que eles até que tentam se entender, porém se alguém faz alguma coisa, é o bastante para cada um ir para seu lado.

E assim passa os dias, quero acreditar que o tempo frio também não ajuda e a diferença de idade entre eles, em algumas horas, faz diferença.

Quero acreditar que isso vai passar, que eles vão superar as diferenças e que, um dia, voltem a se dar bem.

Até isso não acontecer, cada um fica no seu canto, até que tudo passe, as mágoas acabem e tudo fique esquecido.

Isso já deu música do Chico Buarque e Vinicius de Moraes, " Valsinha", para quem não conhece:

Um dia ele chegou tão diferente do seu jeito de sempre chegar
Olhou-a dum jeito muito mais quente do que sempre costumava olhar
E não maldisse a vida tanto quanto era seu jeito de sempre falar
E nem deixou-a só num canto, pra seu grande espanto convidou-a pra rodar

Então ela se fez bonita como há muito tempo não queria ousar
Com seu vestido decotado cheirando a guardado de tanto esperar
Depois os dois deram-se os braços como há muito tempo não se usava dar
E cheios de ternura e graça foram para a praça e começaram a se abraçar

E ali dançaram tanta dança que a vizinhança toda despertou
E foi tanta felicidade que toda a cidade enfim se iluminou
E foram tantos beijos loucos
Tantos gritos roucos como não se ouvia mais
Que o mundo compreendeu
E o dia amanheceu
Em paz

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